Docker Maven

Criando a imagem docker com o maven

No post anterior, Como rodar uma aplicação Java com o Docker, falei um pouco sobre o uso de containers para subir uma aplicação desenvolvida com o framework Spring Boot. Agora que sabemos como criar uma imagem por meio da linha de comando, veremos como fazer isso pelo processo de build do Maven. Para isso, vamos usar o plugin docker-maven-plugin desenvolvido pela galera do Spotify.

Alteração no pom

A única alteração no nosso sistema será no pom.xml:

<plugin>
    <groupId>com.spotify</groupId>
    <artifactId>docker-maven-plugin</artifactId>
    <version>0.4.13</version>
    <configuration>
        <imageName>mytask</imageName>
        <baseImage>frolvlad/alpine-oraclejdk8:slim</baseImage>
        <entryPoint>["sh", "-c", "java -Djava.security.egd=file:/dev/./urandom -jar /${project.build.finalName}.jar --spring.profiles.active=${spring.profile}"]
        </entryPoint>
        <resources>
            <resource>
                <targetPath>/</targetPath>
                <directory>${project.build.directory}</directory>
                <include>${project.build.finalName}.jar</include>
            </resource>
        </resources>
        <imageTags>
            <imageTag>${project.version}</imageTag>
            <imageTag>latest</imageTag>
        </imageTags>
    </configuration>
</plugin>

As configurações necessárias para o uso do plugin são:

  1. imageName – O nome da imagem após o build;
  2. baseImage – O nome da imagem base;
  3. entryPoint – Comando que será executado ao inicializar o container;
  4. resources – Usado para copiar artefatos para dentro do container;
  5. imageTags – As tags da imagem gerada.

Execução do build com o Maven

Com essa pequena modificação, estamos aptos a criar a imagem direto do build com o Maven. Vamos executar o seguinte comando:


$ mvn clean package docker:build --batch-mode release:update-versions

Com esse comando, estamos solicitando ao plugin a execução do processo de build da imagem com os parâmetros que definimos.

Adicionei ao comando o –batch-mode release:update-versions para que o Maven incremente a versão do pom sem interação com o usuário. Fiz isso para que você possa ver as imagens geradas com a mesma versão do pom (linha 18). Então, todas as vezes que o comando for executado, podemos verificar que uma nova imagem está sendo criada com a mesma versão do projeto.

Uma das facilidades que o plugin nos oferece é a abstração em relação aos comandos necessários para criar a imagem. Há muito mais informações do plugin no github do projeto, vale a pena dar uma espiada. O código fonte do exemplo está no meu github.

Agora que você tem mais uma opção para criar a imagem do Docker, seja por intermédio da linha de comando ou pelo Maven, qual você escolheria e por que?

Por hoje é só galera, abraços e até a próxima!

 

Java docker

Como rodar uma aplicação java com o docker

Fala galera, beleza?

Depois de um longo tempo  me dedicando a outros projetos, estou me reorganizando com o intuito de voltar a escrever para o blog.

Começarei contando uma historinha… Sabe aquela velha frase “Na minha máquina esta aplicação roda”? Pois é, quem nunca passou por isso? Cansei das vezes em que precisei analisar o porquê de um sistema não subir em outro ambiente e, no final, o problema era uma simples configuração.

No post de hoje, vamos aprender a rodar uma aplicação Java em um container Docker. Para isso, vou utilizar a app desenvolvida no post sobre Integração contínua com Travis e Heroku.

Se você ainda não sabe o que é o Docker, dá uma espiada no post O que é o docker?.

Docker

Se você realmente leu o post O que é o docker?, já entendeu que trata-se de uma tecnologia de código aberto, que permite manipular aplicações dentro de containers. Isso possibilita empacotar o nosso software dentro de uma unidade, contendo todo o necessário para a sua execução. Desse modo, conseguimos rodar esse container em qualquer lugar em que  o docker esteja instalado.

Portanto, chega de dar desculpas. Com o Docker, podemos implantar aplicações rapidamente, de modo confiável e estável, em qualquer ambiente.

Uma maravilha, não?

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AngularJS

AngularJS: Componentizando os componentes

Fala galera, beleza?

Você aí que às vezes sofre quando o usuário decide mudar o css de um componente no sistema, por exemplo o ícone do botão salvar, esse post é para você!

Cansei de contar as vezes que precisei entrar em VÁRIAS telas do sistema e mudar como a tag do html ia ser renderizada ou alterar o seu comportamento padrão.  Alguns devs tem uma velha desculpa: Ah Gabriel, mas tem a IDE para fazer isso por nós, o trabalho é mínimo!… Eu como um bom preguiçoso, não gosto é de ter trabalho algum.

Então, é aqui que entra  as diretivas do AngularJS (já bloguei um pouco sobre elas aqui). As diretivas poderão facilitar nossa vida (e muito!) quando se trata de padronizar o nosso sistema. Não seria legal mudar em um único lugar e ter a certeza que todo o sistema sofreu a alteração!?

O exemplo

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Integração contínua com Travis e Heroku

Fala galera, beleza?

Você ainda roda, de forma manual, bons e velhos scripts para por sua aplicação em produção? É chato ter que alterar os arquivos de configuração toda vez que precisa modificar o ambiente? Que tal descomplicar e deixar tudo isso automatizado de verdade? Tá parecendo venda de produto pirata né? Hehehe… Mas é só um post sobre integração contínua!

Vamos falar um pouco sobre como fazer integração contínua por meio do Travis-CI e realizando o deploy no Heroku. Como exemplo, vamos utilizar um sisteminha de Tarefas feito com Spring Boot e a camada de visão com AngularJS. Em um futuro não muito distante, falarei um pouco sobre as maravilhas do Spring Boot, mas, hoje, vamos focar nessa danada de integração contínua.

 

Integração Contínua

O que é? O que come? Para que serve? Veja no novo post do Gabriel Feitosa =)

Muita gente ainda se pergunta no que a integração contínua pode auxiliar no processo de entrega, mesmo se ainda trabalhar com a velha forma cascata  (sim, infelizmente ainda hoje tem muita gente entregando software assim).

Geralmente, associamos a integração contínua somente as metodologias ágeis. Afinal, foi por causa da necessidade de disponibilizar os softwares de maneira rápida, contínua e com qualidade, que se tornou indispensável integrar o que é produzido ao que é entregue.

Uma pergunta para responder em nossas cabeças: quando fazemos um bom trabalho, gostamos de ter um feedback/elogio do nosso chefe, ou não? Pois é, o nosso software também é sentimental. A integração contínua é a maneira mais prática de dar um feedback instantâneo para nosso sistema e, sem ser egoístas, para nós mesmos.

Funciona assim, faço meu código, depois dou o commit no repositório, o processo de build é iniciado, os testes são executados e, se houver falhas, elas serão expostas. Simples, rápido e sem dor. Opa, vão ficar sabendo que comitei sem rodar os testes, isso não é legal!!! Mas é CLARO que é legal meu amigo, já imaginou se você envia esse seu código para homologação e na hora do usuário testar ele não funciona ou se vai direto para produção? Seria muito pior, não?

Para nosso exemplo, vamos usar um repositório no Github. O Travis-CI irá escutar este repositório e sempre que houver mudança executará o processo de build e fará o deploy no Heroku.

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AngularJS

AngularJS: Diretiva para controle de acesso

Fala galera!

Semana passada, recebi um e-mail perguntando se eu tinha algum exemplo, com AngularJS, para controlar as permissões de acesso do usuário aos botões da aplicação. Pensei: porquê não juntar a fome com a vontade de comer e blogar a respeito? Então vamos nessa!

 

Diretiva

Antes de colocar a mão na massa, é importante saber que o melhor lugar para se manipular o DOM é dentro de uma directive. Isso se deve ao comportamento do Angular HTML Compiler. Pode parecer meio estranho falar sobre compilar, mas é graças ao HTML Compiler que podemos anexar comportamento a qualquer elemento HTML ou adicionar atributos.

Uma dica importante refere-se a normalização dos nomes das diretivas. O AngularJS geralmente utiliza camelCase para normalizá-las (exemplo: ngRepeat e ngModel). Porém, temos que lembrar que o HTML não é case sensitive. Por esse motivo, usamos letras minúsculas e mais um traço separando as palavras (ng-repeat e ng-model) para utilizar as diretivas no DOM .

O nome da nossa diretiva de acesso será “permissaoAcesso. Ela terá a restrição de ser utilizada unicamente como atributo em um elemento do DOM. E é aqui que pode surgir a dúvida: “mas Gabriel, tem como restringir como a diretiva vai ser utilizada?”

A resposta é sim. As diretivas possuem a opção de restringir como serão usadas. Essa opção é a restrict  e ela obedece os seguintes parâmetros:

  • A: só pode ser utilizada como atributo.
  • E: só pode ser utilizada como elemento.
  • C: só pode ser utilizada como classe (class) css.
  • M: só pode ser utilizada como comentário.

 

Mas e se eu quiser usar como elemento e atributo, como faço? Aí é só mesclar com as letras que você desejar, por exemplo ‘AECM’, que libera o uso da diretiva em todas as opções mencionadas acima.

Por default, a opção restrict será ‘AE’. Ou seja, poderá ser utilizada como elemento e atributo.

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